E dança, e dança (...)
E é o meu corpo que chama por ti, minha dança. É incrível como consigo amar tanto, algo que é tão meu, mesmo com tantas dúvidas, com tantos agoiros e tormentos. Existe dança em mim! E o meu coração pede por mais e por mais e, por vezes, tornar-se insaciável, esta procura, este ânsia constante. Mas eu sei que ele aguenta sempre, porque na verdade, sabe o quão me completa dar tão efémeros passos, o quão bom, é, para mim, sentir com o corpo. E o meu corpo dança! Rodopia e vai até ao limite. Nunca consigo dizer que não, nunca consigo dizer “basta”. Completa-me. E é essa a diferença de tudo e de mais alguma coisa: eu quero sempre e sempre mais, nunca chega ao limite, nunca transborda, há sempre mais.

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